5ª Sem T C
São Claude de Colombiere (1682)
Eclo 15,16-21: Ele não ordenou ao homem que peque
Salmo 119: Bendito seja aquele que anda na vontade do Senhor
1Cor 2,6-10: Deus predestinou a sabedoria para nossa glória
Mt 5,20-22a.27-28.33-34a.37: "Foi dito aos antigos ... Mas eu te digo"
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 20 "Eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não matarás!' Quem matar será condenado pelo tribunal. 22a Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo. 27 Ouvistes o que foi dito: 'Não cometerás adultério. 28 Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-Ia, já cometeu adultério com ela no seu coração. 33 Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: 'Não jurarás falso', mas 'cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor'. 34a Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum. 37 Seja o vosso 'sim': 'Sim', e o vosso 'não': 'Não'. Tudo o que for além disso vem do Maligno".
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Comentário
O dom da liberdade é o presente que mais nos torna parecidos com Deus. Em um mundo que busca respostas simples ou soluções externas, nossa liberdade pode ser desconcertante. Às vezes, preferimos ser manipulados, assim evitamos a responsabilidade pelas nossas decisões. No entanto, é justamente nessa liberdade que reside a grandeza da nossa vocação: assumir plenamente o que somos e, nessa jornada, experimentar um encontro autêntico com Deus e com os outros. O Livro do Eclesiástico descreve claramente essa realidade: os seres humanos podem escolher entre o bem e o mal, a vida e a morte. Essa liberdade é completa, mas exige responsabilidade. Não podemos culpar os outros, nem mesmo Deus, por nossas escolhas; somos responsáveis pelas decisões que tomamos. Essa responsabilidade surge do coração, de onde nascem nossas verdadeiras intenções e desejos. No Evangelho de Mateus, Jesus assume e eleva ao nível do consciente a ideia das escolhas e das opções na vida. Jesus não se limita à observância externa da Lei, mas exige uma transformação interior: viver de coração reconciliado com Deus. Para ele, a verdadeira liberdade não consiste apenas em poder escolher, mas na capacidade de escolher o bem, de viver segundo a vontade divina. Ele nos exorta a superar a superficialidade como padrão de vida, e buscar a perfeição no amor, a pureza de coração e a sinceridade em nossos relacionamentos. São Paulo, na carta aos Coríntios, acrescenta uma dimensão ainda mais profunda: a sabedoria de Deus é distinta da sabedoria do mundo. Essa sabedoria revela o verdadeiro significado da nossa liberdade e guia nossas decisões, iluminando-as com a luz do Espírito Santo. Ela nos permite perceber a realidade por meio da fé, descobrindo a presença de Deus em cada evento e decisão. Dessa forma, o nosso agir com liberdade se torna o estágio onde se desenvolve o nosso relacionamento com Deus e com os outros. Estamos usando esse dom para nos aproximar de Deus e de nossos irmãos e irmãs, ou estamos sendo envolvidos pelas falsas seguranças do mundo?
Pensamento do dia:
"Não tenhas medo. Quando vamos proclamar Cristo, é Ele mesmo quem vai adiante e nos guia" (Papa Francisco para os jovens, 2013).