4º DOM T C
Santo André Corsini (1373)
2Sm 24:2,9-17 Perdoe a culpa do seu servo, pois fiz uma tolice
Sl 32: "Perdoa-me, ó Senhor, minha culpa e meu pecado"
Mc 6,1-6: Um profeta não é desprezado senão em seu próprio país
Naquele tempo, 1 Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanhavam. 2 Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: "De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3 Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?" E ficaram escandalizados por causa dele. 4 Jesus lhes dizia: "Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares". 5 E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Comentário
O evangelho de hoje mostra Jesus em Nazaré, ensinando na sinagoga, em dia de sábado. Seus vizinhos e conhecidos admiram seus ensinamentos, mas logo começam a questionar sua legitimidade, pois sabem de onde ele vem e quem é sua família. Esse conhecimento, que deveria estar a seu favor, acaba sendo um obstáculo. A reação de seu povo impede Jesus de realizar ali muitos milagres, como o evangelho aponta. Essa cena nos convida a refletir sobre nossa experiência como comunidade eclesial. Muitas vezes não aceitamos a liderança e o serviço daqueles irmãos e irmãs na fé que conhecemos bem, e essa atitude é um obstáculo para construir uma Igreja mais secular, mais sinodal e menos clerical. A expressão "ninguém é profeta em sua própria terra" merece ser reavaliada a partir da nossa experiência comunitária. Todos nós fomos chamados a uma vocação de serviço ao povo de Deus e à nossa própria comunidade. É nesse serviço que encontramos o verdadeiro sentido de nossa vida e missão.
Pensamento do dia:
"Ninguém poderá tirar de nós a dignidade que este amor infinito e inquebrável nos dá. Ele nos permite levantar a cabeça e recomeçar" (CV 119).