18 Domingo do tempo comum
S. Cândida M. de Jesus (1912); S. Teresa Benedita da Cruz (1492)
1 Reis 19:9a.11-13a: "Estejam na montanha diante do Senhor"
Salmo 85: "Mostra-nos, ó Senhor, a tua misericórdia e dá-nos a tua salvação"
Romanos 9:1-5: "Gostaria de ser um excluído em favor dos meus irmãos"
Mateus 14,22-33: "Ordena-me que vá até ti durante uma caminhada sobre as águas"
Depois da multiplicação dos pães, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: "É um fantasma". E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!" Então Pedro lhe disse: "Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água". E Jesus respondeu: "Vem!" Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!" Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: "Homem fraco na fé, por que duvidaste?" Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!"
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Comentário
Após o milagre da refeição dada à multidão, Jesus se retirou sozinho para a montanha para agradecer a Deus por esse gesto de ternura divina que não apenas saciou a fome do povo, mas também inspirou a visão de um mundo baseado na partilha. Na montanha, Jesus orou para implorar a Deus, seu Pai, em nome dos discípulos que estavam sendo enviados em novas missões evangelizadoras. Sua tarefa era repetir o ato de compartilhar com outros povos que, como eles, estavam famintos tanto por comida quanto por fraternidade.
Jesus envia os discípulos para navegar em um barco por águas turbulentas, que simbolizam os desafios e perigos que enfrentamos na vida. Ele lhes dá uma ordem que também a nos é dirigida: caminhem sobre águas turbulentas com fé, não com medo. O comando é claro: "Vem, anda!" Não devemos duvidar como Pedro, mas nos apegar a Jesus, pois ele nos convida a caminhar como o profeta Elias, que enfrentou a idolatria e encontrou Deus na montanha, o mesmo lugar onde Moisés o encontrou. Elias lutou contra as idolatrias que prejudicavam a comunidade.
Da mesma forma, Paulo, vendo que Jesus era um estranho para seu próprio povo, estava disposto a navegar pelas águas turbulentas dessa experiência dolorosa, chegando até a se tornar um excluído, desde que seu povo reconhecesse Jesus como o Messias. Essa disposição de enfrentar dificuldades pelo bem do Reino é um exemplo para nós.
Somos chamados, como Elias, Paulo e os discípulos, a caminhar sobre as águas agitadas dos acontecimentos mundiais atuais. Este convite implica uma vida de fé, de oração, além da confiança em Jesus, assim como Pedro: "Senhor, se és Tu, manda-me ir a Ti sobre as águas." Ao final de nossa jornada de fé, devemos repetir com os discípulos: "Tu és, verdadeiramente, o Filho de Deus." A questão para nós é: para que outras praias e temas existenciais e sociais da nossa história atual Jesus está nos chamando? Estamos dispostos a enfrentar esses desafios em nome do Senhor Jesus?
Pensamento do dia:
"Somos chamados a confiar em Deus apesar das tempestades e dificuldades da vida" (Rocío Sagredo, Inst. Claret Temuco, Chile).