Consulta diaria


Primeira leitura: Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62: 
Estou condenada a morrer, quando nada fiz.
Salmo: Sl 22, 1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 4a): 
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo.
Evangelio: Jo 8,12-20: 
Eu sou a luz do mundo.

 

 

Naquele tempo: Disse Jesus aos fariseus: 'Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.' Então os fariseus disseram: 'O teu testemunho não vale, porque estás dando testemunho de ti mesmo.' Jesus respondeu: 'Ainda que eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é válido, porque sei de onde venho e para onde vou. Mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou. Vós julgais segundo a carne, eu não julgo ninguém, e se eu julgo, o meu julgamento é verdadeiro, porque não estou só, mas comigo está o Pai, que me enviou. Na vossa Lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Ora, eu dou testemunho de mim mesmo e também o Pai, que me enviou, dá testemunho de mim.' Perguntaram então: 'Onde está o teu Pai?' Jesus respondeu: 'Vós não conheceis nem a mim, nem o meu Pai. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.' Jesus disse estas coisas, enquanto estava ensinando no Templo, perto da sala do tesouro. E ninguém o prendeu, porque a hora dele ainda não havia chegado.

Comentário

Jesus é a palavra de Deus que dá vida, perdão e liberta de todas as amarras. No evangelho de hoje, encontramos uma palavra contundente de Jesus, que novamente quebra a lógica tradicional, neste caso judicial, do povo judeu. Esta expressão define o ministério de Jesus na terra. Mas, acima de tudo, define, de maneira direta, quem é Deus. Estamos diante do cerne da mensagem de Jesus e da nova revelação que ele faz de seu Pai. Deus é o amor que liberta e gera vida. Deus não condena ninguém. Jesus, seu enviado, faz o mesmo. Sua Palavra, que é de vida e verdade, gera perdão, libertação e capacita o ser humano, neste caso a mulher adúltera, a experimentar as mais possibilidades humanas, para as quais Deus criou a vida. Entramos na lógica da misericórdia e perdão ou nos tornamos juízes do irmão?

Santo do Dia
S. João Clímaco
séc. VII ? abade ? invocado contra as desordens espirituais ? \"João? significa \"Deus é benigno? e \"Clímaco? quer dizer \"escada?

O abade S. João Clímaco nasceu na Palestina e viveu na segunda metade do século VII. Sua obra Escada para o paraíso alcançou grande popularidade na Idade Média e valeu-lhe o cognome de \"Clímaco? (escada). Sua vida foi escrita pelo monge Daniel, do mosteiro de Raithu. Aos 16 anos, ingressou no mosteiro do Sinai, tendo por mestre um santo ancião chamado Martírio. Após a morte do mestre, retirou-se para uma vida solitária, nas proximidades do mosteiro, participando da vida comunitária apenas aos domingos. Vivia do trabalho das próprias mãos, entregue à contemplação, ao estudo da palavra de Deus e dos Padres da Igreja. Tinha como regra de vida não contradizer nem contestar ninguém que o visitasse na solidão. Sua comunhão com Deus atingiu tal ponto que seus olhos semelhavam-se a \"fontes a fluir sem parar?, pois \"conversava com Deus face a face?. Tinha o dom de curar as desordens espirituais. A quem o procurava em dificuldades, ele pedia que recorresse à oração que sempre era atendida. Durante esse período, escreveu a Escada para o paraíso, em que propõe trinta degraus para alcançar a perfeição cristã. Morrendo o abade do monte Sinai, foi aclamado o novo abade. Tinha cerca de 75 anos de idade, dos quais 40 passara no deserto.