Consulta diaria


Primeira leitura: Sb 2,1a.12-22: 
Vamos condená-lo à morte vergonhosa.
Salmo: Sl 33, 17-18. 19-20. 2l.23 (R. 19a): 
Do coração atribulado está perto o Senhor.
Evangelio: Jo 7,1-2.10.25-30: 
Queriam prendê-lo, mas ainda não tinha chegado a sua hora.

 

 

Naquele tempo: Jesus andava percorrendo a Galileia. Evitava andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente, mas sim, como que às escondidas. Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: 'Não é este a quem procuram matar? Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é.' Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: 'Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou.' Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora.

Comentário

O anúncio da verdade traz consigo perseguição e violência. Jesus é vítima de anunciar a verdade de Deus. Sua proposta irrita as autoridades. O povo está obcecado, não consegue ver a verdade que Ele traz e que torna possível a libertação e o surgimento da vida em abundância. São João recorda que a Palavra encarnada é um escândalo para todo sistema religioso. Dizer que Deus se fez homem na pessoa de Jesus é uma heresia para o povo daquele tempo. Jesus lhes deixa claro que vem por vontade do Pai. Eles constatam que Jesus tem uma autoridade extraordinária. Embora todos o conheçam, sua atuação e palavra os deixam confusos, porque tudo realiza com um poder que deixa sem força os cânones sociais e religiosos do momento. Voltemos a Jesus e com ele entremos na cultura da verdade. Trabalhemos para consegui-la comunitariamente. Defendamo-la amorosa e respeitosamente. Favoreçamos a cultura da verdade, assim como fez Jesus com sua própria vida.

Santo do Dia
S. Juliana de Cornillon
1192-1258 ? mística ? \"Juliana? quer dizer \"a iluminada?, \"luzente?

Juliana nasceu em Rettine (Liegi), Bélgica, em 1192, de uma família abastada. Órfã aos cincos anos, foi confiada à irmã Inês, que a levou ao convento de Monte Cornillon, onde havia uma comunidade dupla, de homens e de mulheres, que seguia uma regra monástica inspirada na de S. Agostinho. Culta, sabia ler corretamente o francês e o latim, teve como mestra espiritual a priora do convento, a monja Sapiência, de quem foi a sucessora. Tentou restaurar a disciplina e combater a simonia, mas só atraiu sobre si hostilidades, que a obrigaram a fugir para Huy. Desde jovem, tinha visões que diziam respeito à instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento.

As discussões sobre a instituição ou não da festa se arrastaram por longos anos (1230-1258), até que finalmente foi instituída festa da Igreja universal, por Urbano IV, com a bula ransiturus de hoc mundo. A partir de 1251, a festa do Corpo de Deus espalhou-se pela Alemanha, Dácia, Boê mia, Morávia e Polônia. Por volta de 1330, à festa de Corpus Domini já havia se espalhado por todo o mundo católico. Em conseqüência de intrigas, S. Juliana foi por seis vezes esterrada, vindo a morrer em Fosses no dia 5 de abril de 1258.